Informação Sindical

NOTA DE REPÚDIO E DE ESCLARECIMENTO 

O Sindicato dos Funcionários Judiciais repudia por completo a comunicação assinada pelo presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), no pretérito dia 22.01.2026, publicada na webpage daquele sindicato visando o ainda vogal do COJ, Presidente da Mesa da Assembleia Geral do SFJ, Administrador Judiciário da Comarca de Faro e colega de todos nós, Vítor Norte.

Nessa publicação, foram feitas ACUSAÇÕES IGNÓBEIS, TOTALMENTE FALSAS e DESPROVIDAS DE QUALQUER FUNDAMENTO ou adesão à realidade, que colocaram, e colocam, em causa a honra e o bom nome de alguém que tanto tem dado à nossa classe, seja a título individual como oficial de justiça, como sindicalista, ou como vogal do COJ.

1° – O colega Vítor Norte, ao contrário da acusação que lhe foi dirigida, nunca obstaculizou a divulgação da lista B e da sua campanha. Pelo contrário! Divulgou desde logo pela sua Comarca todo o material de campanha da lista B, conforme lhe foi solicitado por essa lista! 

2° – A postura do nosso colega Vítor Norte, nas suas mais variadas funções, nomeadamente enquanto Administrador Judiciário, tem sido irrepreensível para com todos os colegas que lidera, constituindo um verdadeiro exemplo! 

3° – Ao contrário de outros, nunca desempenhou qualquer papel qual Dr Jekyll and Mr Hyde, estando sempre na linha da frente da defesa de todos os colegas. Quem com ele trabalha, ou trabalhou, sabe que é verdade!

Aliás, basta ver qual foi a lista que solicitou aos Administradores Judiciários que difundissem os seus materiais de campanha para todos os colegas dos respetivos tribunais/comarcas… Não foi a lista A!

Adiante.

Importa realçar que, aquando daquela publicação (22.01.2026), estávamos no primeiro dia do período aberto à votação para a eleição dos Oficiais de Justiça para vogais do COJ.

Por muito que fosse o desespero do subscritor e da sua lista B (não se encontra outra justificação!), nada justificava uma atitude daquelas – com acusações totalmente falsas – na véspera de um ato eleitoral tão importante para a nossa classe.

E porque “quem não se sente não é filho de boa gente”, o SFJ ainda ponderou reagir de imediato, mas determinou o (nosso) bom senso que, para bem da carreira dos Oficiais de Justiça e da sua imagem, a preocupação principal fosse de que a classe se focasse nas propostas das listas a sufrágio, bem como na capacidade dos colegas que as compunham, defendendo, acima de tudo, a solenidade e a importância de um ato eleitoral para um órgão tão importante para a carreira dos Oficiais de Justiça.

O mentor da lista B, em vez do recurso a jogadas dignas de outras latitudes, deveria antes ter-se preocupado em fazer campanha de forma limpa. 

Isto é brincar com toda uma classe e manifesta uma leviandade (que não é de agora) na abordagem de questões muito sérias.

Será que a intenção é apenas “dividir para reinar”? Deixa-se ao critério de cada um…

Não vale tudo! Muito menos falta de ética!

O Secretariado Nacional do SFJ

Resultados das Eleições para o COJ – 2026

Informa-se que foram hoje apurados os resultados finais da votação para a eleição dos Vogais do COJ.

Resultados do apuramento:

Votos %
Lista A 3075 69,41%
Lista B 1055 23,81%
Brancos 300 6,77%
 
Universo 7277
Votantes 4430 60,88%
Abstenção 2847 39,12%

 

 

 

 

 

 

O SFJ agradece a todos os Oficiais de Justiça que votaram, contribuindo para a importância da manutenção do COJ para a nossa classe.

Informação Sindical – Reunião com a Tutela

Reunião com a Tutela – 15 de janeiro de 2026

O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) divulga a presente informação sindical com vista a dar conhecimento aos oficiais de justiça do estado dos trabalhos em curso no âmbito da revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça (EFJ).

No dia 15 de janeiro de 2026 realizou-se nova reunião técnica entre o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) e a tutela, no âmbito do processo de revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça (EFJ).

Esta reunião insere-se numa fase ainda técnica do processo negocial, caracterizada pela apresentação de propostas preliminares por parte da tutela e pela recolha de contributos das estruturas sindicais, não correspondendo, por isso, a uma fase de decisão política nem de definição final das soluções a adotar.

No decurso da reunião, foi feita uma apresentação sucinta e de caráter essencialmente oral de alguns aspetos das propostas em preparação, tendo sido, no final da reunião, entregues às organizações sindicais dois projetos de diploma: um relativo ao regime de ingresso, promoções e mecanismos de transição na carreira, e outro respeitante ao modelo de avaliação do desempenho. Ambos os documentos se encontram em fase de análise, aguardando contributos sindicais para posterior discussão.

O SFJ participou nesta reunião com sentido de responsabilidade e realismo, plenamente consciente das dificuldades inerentes ao processo, mas igualmente firme na defesa de posições que considera estruturais e determinantes para o futuro da carreira dos oficiais de justiça.

  1. Regime de ingresso e enquadramento da carreira

Relativamente ao regime de ingresso na carreira, o SFJ sublinhou a necessidade de preservar a coerência, a previsibilidade e a estabilidade do modelo de carreira dos oficiais de justiça, alertando para os impactos que eventuais alterações nesta matéria poderão produzir a médio e longo prazo.

Foi enfatizado que qualquer solução relativa ao ingresso deve respeitar a natureza específica das funções exercidas, a responsabilidade inerente ao exercício da função jurisdicional e as legítimas expectativas dos trabalhadores, matéria que o SFJ acompanhará com particular atenção ao longo de todo o processo.

 

  1. Promoções, escalões e regimes de transição

No que respeita às promoções e aos regimes de transição, o SFJ reiterou preocupações antigas e amplamente conhecidas quanto à necessidade de não aprofundar bloqueios históricos da carreira, em particular relativamente a trabalhadores que permaneceram largos anos sem possibilidade de progressão por razões alheias à sua vontade.

Durante a reunião, a tutela informou estar a trabalhar em ajustamentos no regime dos escalões, matéria que tem sido objeto de insistente reivindicação por parte do SFJ, na sequência do compromisso assumido em acordo anterior no sentido de reavaliar, de forma casuística, distorções existentes.

O SFJ registou estas indicações com a devida prudência, sublinhando que quaisquer revisões nesta matéria apenas terão relevância se se traduzirem em soluções objetivas, verificáveis e aplicáveis, e não em intenções genéricas ou mecanismos de difícil concretização prática.

  1. Avaliação do desempenho

Relativamente ao projeto de diploma respeitante à avaliação do desempenho, o SFJ deixa claro que não aceita a adoção de um modelo assente no SIADAP, ainda que adaptado, por considerar que o mesmo não se adequa minimamente à especificidade das funções exercidas pelos oficiais de justiça, nem às condições concretas em que o trabalho é desenvolvido nos tribunais.

O Sindicato defendeu a necessidade de um modelo próprio de avaliação, justo, transparente e exequível, adequado à realidade funcional dos tribunais, que não constitua um fator adicional de pressão, de desvalorização profissional ou de agravamento das desigualdades já existentes na carreira, tendo já apresentado à tutela proposta concreta nesse sentido, a qual será novamente remetida no âmbito do presente processo.

  1. Estado do processo e perspetivas

A tutela informou que os projetos apresentados se encontram em fase de recolha de contributos sindicais, prevendo-se a continuação dos trabalhos nas próximas semanas, com vista à discussão das propostas.

O SFJ deixou claro que as correções às injustiças decorrentes do regime atualmente em vigor não podem ficar circunscritas a intenções genéricas ou compromissos indefinidos, devendo traduzir-se em soluções normativas claras, eficazes e aplicáveis, com efeitos concretos e percetíveis na vida profissional dos oficiais de justiça.

O Sindicato considera essencial que este processo avance com seriedade e responsabilidade, sem criação de expectativas irrealistas, mas também sem resignação perante soluções que não respondam aos problemas estruturais da carreira.

Importa sublinhar que a inexistência, nesta fase, de decisões finais decorre do enquadramento próprio do processo em curso e das competências legalmente atribuídas às partes, cabendo ao Sindicato a intervenção negocial e à tutela as decisões legislativas e administrativas.

  1. Administrador Judiciário

Relativamente ao cargo de Administrador Judiciário, o SFJ reiterou que se trata de um cargo estrutural para o funcionamento dos tribunais, criado pela Lei da Organização do Sistema Judiciário em 2013, cuja integração no Estatuto dos Funcionários de Justiça não foi então possível por inexistência de revisão estatutária à data.

O Sindicato defendeu que a atual revisão do EFJ constitui o momento adequado para clarificar e consagrar, de forma expressa, que o cargo de Administrador Judiciário integra a carreira de oficial de justiça, não podendo ser exercido por profissionais externos à mesma. Foi sublinhado que o exercício efetivo destas funções implica intervenção direta na tramitação processual e no funcionamento interno dos tribunais, matérias que, a par da magistratura, se inserem no núcleo de competências próprias dos oficiais de justiça, em consonância com o princípio da separação de poderes.

Foi ainda assinalado que a inexistência de abertura de novos cursos de formação específicos, após o termo do último curso condiciona a renovação da bolsa de candidatos disponíveis, tratando-se de uma questão estrutural distinta dos procedimentos de colocação a pedido dos juízes presidentes.

O SFJ sublinhou que a resolução destas matérias deve assentar em soluções normativas claras, estáveis e coerentes com a natureza das funções exercidas, garantindo segurança jurídica e evitando interpretações administrativas suscetíveis de fragilizar o modelo de gestão dos tribunais.

No âmbito do processo de revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça, o SFJ valoriza o contributo dos associados. Nesse sentido, os colegas que o entendam poderão remeter, por via institucional, as suas considerações ou preocupações relativas às matérias atualmente em discussão, designadamente no que respeita a soluções de natureza procedimental e a mecanismos de transição e progressão na carreira, as quais serão ponderadas no enquadramento próprio da intervenção sindical.

Eleições para o Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ)

O SFJ relembra ainda que terão lugar, entre os dias 22 e 26 de janeiro, as eleições para o Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ), a realizar por voto eletrónico.

Num contexto particularmente exigente para a carreira, marcado pelas matérias estatutárias em discussão e por propostas que afetam diretamente o regime de avaliação do desempenho, a participação dos oficiais de justiça neste ato eleitoral assume especial relevância.

Um COJ participado e legitimado constitui um instrumento relevante de defesa da carreira e dos direitos dos oficiais de justiça, complementando a ação sindical num momento de mudanças estruturais e de decisões com impacto duradouro.

A lista A, apresentada pelo SFJ e construída tendo por base o rigor, exigência e supremo sentido de responsabilidade, garante a defesa da carreira, da dignidade profissional e de soluções materialmente justas.

Apelamos a todos, por isso, que exerçam o seu direito de voto!

DGAJ – Reunião de 19 de janeiro de 2026

No âmbito das matérias que têm vindo a ser por nós acompanhadas, o SFJ reuniu com a Senhora Diretora-Geral da Administração da Justiça no dia 19 de janeiro de 2026, tendo sido analisados um conjunto de assuntos considerados prioritários para os oficiais de justiça.

Formação profissional e valorização da carreira

No âmbito da formação profissional, foi discutida a possibilidade de celebração de um protocolo entre o SFJ e a DGAJ, visando o desenvolvimento de ações de formação internas e externas, orientadas para o reforço de competências e a valorização profissional dos oficiais de justiça.

A Senhora Diretora-Geral manifestou abertura para analisar esta proposta, tendo ficado de ser agendada reunião com o departamento competente, reconhecendo-se que este instrumento, em articulação com matérias não asseguradas pela DGAJ, poderá constituir um contributo efetivo para a valorização da carreira.

Recolocações e mapa de pessoal

Foi igualmente abordada a questão das recolocações, com destaque para o impacto significativo que estas têm tido na vida pessoal e familiar dos trabalhadores.

Esta matéria foi enquadrada no âmbito do mapa de pessoal atualmente em estudo pela DGAJ, tendo o SFJ reiterado a necessidade de que o mesmo seja construído com base nas reais necessidades dos serviços e das diversas áreas processuais, de forma a dar uma verdadeira resposta às necessidades existentes atualmente, as quais se agravarão ainda mais num futuro muito próximo.

Em particular, foi sublinhada a urgência da criação de um mapa próprio para as secções especializadas de violência doméstica, as quais não dispõem atualmente de um quadro de pessoal específico, situação que tem gerado sobrecarga processual e elevado desgaste para os colegas que nelas exercem funções. Foi-nos transmitido que o mapa de pessoal será oportunamente discutido com as organizações sindicais.

 Acórdão do Tribunal Constitucional

Relativamente ao acórdão do Tribunal Constitucional, foi feito um ponto de situação quanto ao seu impacto e à respetiva operacionalização. Foi referido que esta matéria não depende exclusivamente da DGAJ, encontrando-se dependente de orientações da tutela, atenta a dimensão do impacto orçamental decorrente da decisão, a qual envolve competências do Ministério da Justiça e autorizações de despesa a cargo do Ministério das Finanças.

Pagamento de retroativos a trabalhadores aposentados

Foi ainda abordada a questão do pagamento retroativo aos trabalhadores aposentados antes de 30 de junho, no âmbito da lista transitória, tendo o SFJ reiterado que subsistem reclamações de colegas aposentados em 2025, antes daquela data, a quem não estão a ser pagos os respetivos retroativos.

A Senhora Diretora-Geral informou que a matéria se encontra em análise, tendo sido solicitada orientação à tutela, aguardando-se resposta.

Situação dos trabalhadores eventuais

Quanto à situação dos trabalhadores eventuais, foi referido que, para além dos processos judiciais interpostos pelo SFJ, não existe, de momento, informação concreta sobre a existência de uma solução em preparação por parte do Ministério da Justiça.

Formação de Administrador Judiciário

No que respeita à formação de Administrador Judiciário, foi esclarecido que, sendo o Centro de Estudos Judiciários (CEJ) a entidade responsável pela ministração destes cursos, se encontra em desenvolvimento uma outra solução, para que estes cursos passem a ser ministrados pela DGAJ.

Está prevista a abertura de novos cursos logo que esse procedimento esteja concluído.

Condições de trabalho nos tribunais

Foram igualmente abordadas diversas questões relativas às condições de trabalho nos tribunais, designadamente no que respeita a ergonomia, condições térmicas e equipamentos.

Foi transmitido que, sempre que os administradores solicitam a aquisição de equipamentos de aquecimento, cadeiras ergonómicas (mediante prescrição médica) ou a substituição de mobiliário degradado, a DGAJ tem vindo a dar “luz verde” à respetiva aquisição.

O SFJ apela aos colegas para que comuniquem estas situações aos respetivos administradores judiciários e/ou secretários de justiça, de modo a permitir a sua célere resolução.

O Secretariado Nacional do SFJ

Juntos. Unidos. Mais Fortes.

Informação Sindical - 20jan2026 - Reunião com a Tutela

ELEIÇÃO DOS VOGAIS DO COJ – LISTA A

O teu voto é a nossa força na negociação do Estatuto

No dia 26 de janeiro de 2026 elegem-se novos vogais para o COJ — decisão que impacta diretamente com a carreira dos Oficiais de Justiça

Pelo reforço de um modelo próprio de avaliação e de excelência

O Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ) não é apenas um órgão administrativo. É o símbolo da nossa emancipação e dignidade. Criado em 1987 e consolidado desde as primeiras eleições em 1989, o COJ representou a conquista que nos libertou da tutela exclusiva das magistraturas, garantindo que sejamos avaliados pelos nossos pares, por quem conhece a realidade das secretarias e as dificuldades do terreno.

Elegem-se agora novos vogais para o COJ, num momento decisivo para a nossa carreira.

Estamos em plena negociação do Estatuto Socioprofissional e, neste contexto, um COJ forte, autónomo e interventivo é a nossa maior garantia.

Não podemos permitir retrocessos que nos devolvam a modelos de inspeção ou avaliação que desrespeitam os trabalhadores.


PORQUÊ VOTAR NA LISTA A?

Porque os candidatos desta lista, tal como os que integraram listas anteriores do SFJ, sempre demonstraram coragem, audácia e responsabilidade. Ao longo dos anos, os nossos vogais souberam impor respeito no Conselho, defendendo os Oficiais de Justiça com firmeza, rigor e ética profissional.

O NOSSO COMPROMISSO PARA ESTE MANDATO

  • Intervenção ativa

Exigir que o COJ se pronuncie sobre todas as decisões que afetam os Oficiais de Justiça em funções.

  • Defesa da carreira no novo Estatuto

Utilizar as competências do COJ (art.º 111.º do EFJ) para influenciar as reformas legislativas em curso, garantindo que o novo Estatuto dignifique verdadeiramente a carreira.

  • Inspeções justas

Defender que o recrutamento de inspetores privilegie o bom senso, a independência e o conhecimento real das condições de trabalho, combatendo pressões externas e reconhecendo a crónica falta de meios humanos. Assumimos um corporativismo sério, responsável e coerente. Se outros defendem os seus interesses com determinação, nós temos o direito e o dever de fazer o mesmo pela nossa classe.


PORQUE DEVEMOS TODOS VOTAR PARA OS VOGAIS DO COJ

O Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ) existe desde 1987 e tem um papel central na supervisão e valorização da carreira dos oficiais de justiça.

Entre as suas competências estão a avaliação do mérito profissional, abertura de inspeções, inquéritos e processos disciplinares, bem como a emissão de pareceres e propostas de melhoria para a administração da justiça.


IMPACTO DIRETO NA CARREIRA

As decisões do COJ refletem-se na avaliação e na evolução profissional dos Oficiais de Justiça.

Em janeiro de 2026 serão eleitos novos vogais para o COJ, que terão impacto direto nas condições de trabalho, formação e dignificação da profissão.


MODALIDADES DE VOTO

  • Voto eletrónico – cada oficial de justiça recebe credenciais no email profissional para votar numa plataforma segura.
  • Voto por correspondência – excecional e mediante pedido justificado, nos prazos definido

Informa-te sobre os prazos e garante que tens acesso ao email profissional.

A abstenção enfraquece a classe. Uma participação forte reforça a legitimidade dos representantes.

PARTICIPA. VOTA. MOBILIZA COLEGAS.

VOTA LISTA A

O teu voto tem impacto na avaliação, progressão e disciplina. Participa.

CITOTE - ESPECIAL COJ 2026 COJ - 2026 - Folheto Informação Sindical - COJ 2026

Nota Sindical

O SFJ tomou conhecimento da circulação de publicações e comentários nas redes sociais relativos às reuniões técnicas em curso com a tutela, os quais têm gerado interpretações e conclusões que não refletem o conteúdo real das diligências realizadas.

A divulgação dessas interpretações e conclusões tem vindo a alimentar desinformação e a gerar dúvidas injustificadas sobre o processo em curso. Por essa razão, entende o SFJ prestar um esclarecimento imediato e inequívoco, repondo a verdade dos factos e garantindo a transparência devida aos Oficiais de Justiça.

As publicações em causa procuram imputar ao SFJ a responsabilidade por alegados bloqueios ou boicotes ao avanço das diligências com a tutela, insinuando que o Sindicato teria condicionado o processo negocial a uma determinada posição sobre habilitações académicas para ingresso na carreira. Esclarece-se, de forma inequívoca, que tal não corresponde à verdade: o SFJ não bloqueou, não boicotou, nem impediu qualquer avanço negocial.

No âmbito das reuniões técnicas, a tutela tem vindo a auscultar os sindicatos sobre diversas matérias relacionadas com a revisão da carreira, incluindo requisitos de ingresso, recrutamento, promoções, avaliação de mérito e mecanismos de progressão. O SFJ, como é seu dever, tem apresentado posições técnicas sobre várias questões colocadas em discussão, concordando com algumas e discordando de outras, sempre com o objetivo de proteger a exigência das funções e a dignidade da carreira.

Não existe, até ao momento, uma proposta formal consolidada para negociação, estando em análise múltiplos temas. Assim, qualquer interpretação que apresente o processo como bloqueado por uma única matéria não tem base factual. Em momento algum o SFJ condicionou o processo negocial a um único ponto, nem fez depender o avanço das diligências desse tema.

Aliás, se existe matéria em que a posição do SFJ tem sido firme, e continuará a sê-lo, prende-se com questões estruturais e de justiça elementar para quem já está na carreira, designadamente o ajustamento de escalões identificados como desvalorizados, a correção do impacto do “zerar” de progressões, o regime de disponibilidade com horas suplementares não remuneradas, a regularização da situação dos eventuais, a recuperação do tempo de congelamento e outras matérias estruturais que afetam diretamente a valorização, a equidade e a dignidade profissional dos Oficiais de Justiça, bem como o cumprimento da decisão do Tribunal Constitucional. O SFJ não abdica de insistir nestas soluções, porque são essenciais para um Estatuto mais justo e para uma carreira mais valorizada.

Quanto à questão das habilitações académicas, importa esclarecer que esta matéria se insere exclusivamente na reflexão sobre as exigências futuras da carreira e sobre o conteúdo funcional efetivamente executado, sendo um tema que tem sido igualmente ponderado e discutido no âmbito de contactos institucionais efetuados, designadamente com o CSM. Em qualquer caso, essa reflexão nunca foi, nem será, fator de bloqueio do processo negocial. Atribuir essa ideia ao SFJ é infundado e não corresponde aos factos.

O SFJ é uma organização sindical democrática, legitimada pelos seus associados, com órgãos eleitos e funcionamento regular, através da Direção Nacional, do Congresso, de processos eleitorais e demais estruturas, assumindo com responsabilidade e transparência a defesa dos trabalhadores que representa. Nesse sentido, e no seguimento do mandato que lhe foi conferido, tem participado ativamente neste processo, apresentando contributos escritos e propostas concretas em matérias essenciais, respeitando o dever de reserva próprio das fases de auscultação e negociação em curso. Reitera-se ainda que não é o Sindicato que define calendário, marca datas ou dirige os trabalhos, pelo que é indevido imputar-lhe responsabilidade por eventuais ritmos ou atrasos que dependem da condução e gestão da tutela.

Importa ainda sublinhar que, num processo desta natureza, não é aceitável transformar interpretações em factos, nem construir conclusões públicas sem suporte documental, sob pena de se gerar desinformação e ruído. A discussão pública deve assentar em elementos concretos e verificáveis, e não em leituras particulares que, sem prova, apenas alimentam suspeitas e instabilidade. Isto é precisamente aquilo de que os Funcionários Judiciais não precisam, num momento em que se discute o futuro da carreira.

O SFJ tem vindo a alertar há muitos anos para a gravíssima falta de recursos humanos, pelo que o reforço de ingressos é, de facto, urgente. Contudo, essa urgência não pode fazer esquecer quem já está na carreira nem justificar que se ignorem problemas estruturais, em particular as desigualdades criadas pelo Decreto-Lei n.º 27/2025, que geram injustiças entre oficiais de justiça. Essa injustiça tem de ser corrigida e não pode permanecer como um erro crasso sem resolução. Reforço e correção estrutural são exigências complementares para garantir justiça no presente e credibilidade no futuro Estatuto.

Mantém-se, por isso, o compromisso de continuar a intervir com responsabilidade, propostas e firmeza, defendendo a valorização dos Oficiais de Justiça, a dignidade da carreira e soluções concretas, vinculativas e justas, sem pôr em causa direitos adquiridos e sem esquecer quem já serve hoje a Justiça.

O Secretariado Nacional

Sindicato dos Funcionários Judiciais