- Resolução do Conselho de Ministros n.º 178/2026 – Aprova a segunda fase de desenvolvimento do Assistente Multimodal Automático de Linguagem com Inteligência Artificial (AMALIA) até ao final do segundo semestre de 2026.
- Declaração de Retificação n.º 35/2026/1 – Retifica o Decreto-Lei n.º 171/2026, de 26 de agosto, que altera o Código dos Valores Mobiliários.
- Despacho n.º 11320/2026 – Delegação e subdelegação de competências nos secretários de justiça da Comarca de Lisboa Norte.
- Despacho (extrato) n.º 11321/2026 – Início de procedimento de nomeação de administrador judiciário.
Notícias
Justiça: dos alertas europeus às decisões necessárias – DN Madeira – 11set2026
Todos os anos, a Comissão Europeia publica o seu relatório sobre o Estado de Direito nos diferentes Estados-Membros. E, há vários anos, insiste na necessidade de reforçar os recursos humanos e melhorar a eficiência da justiça portuguesa, destacando expressamente o papel dos oficiais de justiça. O relatório de 2026, divulgado em julho, assinala ainda o agravamento dos atrasos e das pendências nos tribunais administrativos e fiscais, a degradação das instalações e da segurança e os problemas dos sistemas informáticos. São problemas e falhas que atingem cidadãos, empresas e os profissionais que asseguram, todos os dias, o funcionamento dos tribunais. Em 2025, a Comissão reconheceu alguns progressos nos recursos humanos. Porém, os ingressos na carreira de oficial de justiça não bastaram para compensar as saídas, na sua grande maioria por aposentação, mas não só. As carências agravaram-se: faltam já cerca de 2000 profissionais, quase um terço do quadro que o próprio Ministério da Justiça considera mínimo para o funcionamento normal e regular dos tribunais e dos serviços do Ministério Público. A explicação é simples: o mesmo relatório identifica uma carreira pouco atrativa, que perde profissionais mesmo depois de os recrutar. Na Madeira, como em todo o País, quem recorre a um tribunal precisa de obter resposta em tempo útil. Uma pensão de alimentos, um conflito laboral ou um litígio com o Estado não podem esperar até que o sistema desmorone por falta de meios. O Governo deve, por isso, retirar consequências deste diagnóstico. É necessário um plano plurianual de admissões que preencha as vagas e antecipe as aposentações, com remunerações, progressões e condições de trabalho capazes de atrair e fixar profissionais. Na Madeira, este planeamento é urgente e deve atender às necessidades de cada tribunal e às contingências próprias da insularidade. É igualmente tempo de reforçar as competências dos oficiais de justiça, atribuindo-lhes maior autonomia na tramitação e na prática de atos processuais compatíveis com a função, com formação, responsabilidade e reconhecimento rem uneratório, sempre preservando as competências próprias dos magistrados. Aproveitar o conhecimento destes profissionais permite simplificar procedimentos e libertar os magistrados para as funções jurisdicionais que lhes estão reservadas. É urgente investir em quem é, tantas vezes, o único rosto da Justiça perante o cidadão, assegurando o andamento dos processos e o apoio aos magistrados. Sem oficiais de justiça, nenhum tribunal funciona. Valorizar os oficiais de justiça é defender o direito de todos à justiça. O diagnóstico está feito. Falta transformar os alertas europeus em decisões que se materializem nos tribunais. O Estado de Direito exige-o.

10 de setembro de 2026 – DRE
- Lei Orgânica n.º 3/2026 – Décima alteração à Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, aprovada pelo Decreto-Lei n.º 267/80, de 8 de agosto.
- Decreto-Lei n.º 182/2026 – Transpõe parcialmente a Diretiva (UE) 2023/959, estabelecendo um novo regime do Comércio Europeu de Licenças de Emissão aplicável aos setores dos edifícios, do transporte rodoviário e outros setores.
Diploma vai facilitar abertura de concursos – Observador online – 10set2026
O diploma que regula o acesso às carreiras dos funcionários judiciais e permite promoções a categorias superiores foi ontem publicado em Diário da República, uma reivindicação sindical para desbloquear a abertura de concursos.
O diploma resulta de um acordo entre sindicatos e Ministério da Justiça, concluído em abril, e que aguardava promulgação pelo Presidente da República, que aconteceu a 02 de setembro, um dia após uma reunião do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) com a tutela sem avanços na negociação da revisão dos estatutos destes profissionais e no alerta público do sindicato para a possibilidade do regresso à luta e às greves se não houvesse progressos.
O diploma, que se enquadra na revisão dos Estatutos dos Funcionários de Justiça, processo em curso há dois anos, é necessário para abrir concursos de ingresso e promoção na carreira, ainda que não haja qualquer indicação por parte da tutela sobre quando e com quantas vagas podem vir a ser lançados, estando dependentes da autorização do Ministério das Finanças, segundo disse à Lusa na semana passada a presidente do SFJ, Regina Soares.
Ainda assim, explicou ontem Regina Soares a propósito da publicação deste diploma, para que se concretizem as promoções falta ainda a publicação de uma portaria com os requisitos, as fórmulas de cálculo e os procedimentos concretos.
“Esperamos que o Ministério da Justiça já tenha isso adiantado, para que as promoções possam abrir efetivamente sem mais demoras. (…) A justiça não pode continuar a reconhecer o problema no papel e a adiá-lo na prática”, disse a presidente do SFJ, congratulando-se, ainda assim, com a publicação do decreto-lei, mesmo que considerando que “demorou mais do que seria desejável”.
O sindicato volta a reunir-se com a tutela para negociações no âmbito da revisão dos Estatutos a 21 de setembro, sendo o regime de avaliação dos funcionários judiciais o tema em agenda.
in: Publicado diploma da carreira de funcionário judicial – Observador
Diploma vai facilitar abertura de concursos – Jornal da Madeira – 10set2026
O diploma que regula o acesso às carreiras dos funcionários judiciais e permite promoções a categorias superiores foi ontem publicado em Diário da República, uma reivindicação sindical para desbloquear a abertura de concursos. O diploma resulta de um acordo entre sindicatos e Ministério da Justiça, concluído em abril, e que aguardava promulgação pelo Presidente da República, que aconteceu a 02 de setembro, um dia após uma reunião do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) com a tutela sem avanços na negociação da revisão dos estatutos destes profissionais e no alerta público do sindicato para a possibilidade do regresso à luta e às greves se não houvesse progressos. O diploma, que se enquadra na revisão dos Estatutos dos Funcionários de Justiça, processo em curso há dois anos, é necessário para abrir concursos de ingresso e promoção na carreira, ainda que não haja qualquer indicação por parte da tutela sobre quando e com quantas vagas podem vir a ser lançados, estando dependentes da autorização do Ministério das Finanças, segundo disse à Lusa na semana passada a presidente do SFJ, Regina Soares. Ainda assim, explicou ontem Regina Soares a propósito da publicação deste diploma, para que se concretizem as promoções falta ainda a publicação de uma portaria com os requisitos, as fórmulas de cálculo e os procedimentos concretos. “Esperamos que o Ministério da Justiça já tenha isso adiantado, para que as promoções possam abrir efetivamente sem mais demoras. (…) A justiça não pode continuar a reconhecer o problema no papel e a adiá-lo na prática”, disse a presidente do SFJ, congratulando-se, ainda assim, com a publicação do decreto-lei, mesmo que considerando que “demorou mais do que seria desejável”. O sindicato volta a reunir-se com a tutela para negociações no âmbito da revisão dos Estatutos a 21 de setembro, sendo o regime de avaliação dos funcionários judiciais o tema em agenda.
