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Funcionários judiciais “mais novos telefonam a chorar, dizem que não têm formação suficiente e têm medo de falhar” – Radio Renascença

O Sindicato dos Funcionários Judiciais diz que estes profissionais estão exaustos e a ser pressionados pelas estatísticas. Queixam-se de falta de formação, do excesso de processos, de falta de apoio no alojamento e na saúde mental. Apontam ainda deficiências numa era que se anuncia como digital, mas não chegou ainda aos tribunais. Greve? Não está afastada. – Veja o Podcast 

 

Tribunais no Espeto – Correio da Justiça – CMJornal

Os magistrados marcam julgamentos para setembro. Não por tática processual, mas porque trabalhar acima dos 40 graus deixou de ser ofício: é grelhador. A Justiça consulta mais a meteorologia do que a lei. Nesta onda de calor, os tribunais são churrasqueiras e a engenharia do espeto cumpre-se: coze-se a nascente de manhã e tosta-se a poente à tarde. O absurdo veste toga nas audiências: desligam-se ventoinhas porque o ruído mata gravações. Resta o dilema entre desmaiar ou calar o processo. No DIAP do Porto, o ar condicionado rende-se no 3.º piso; nos seis acima assa-se até aos 33 graus. Loures está sem climatização há cinco anos, o Seixal há três, o Montijo vive de ventoinhas e fé. Na Figueira da Foz o sistema avariou há três anos, mas a manutenção continua paga. Quem sua? Em Coimbra nunca houve AVAC e no Palácio da Justiça de Lisboa falta água potável. Em Sintra, Espinho e Estarreja trabalha-se nos trinta e muitos. E o cidadão? Que espere à sombra, se a encontrar. O Estado vive obcecado com o pacote laboral e produtividade para o privado, mas nos tribunais deixa todos sem ar e sem água. Enquanto o Governo discute o pacote, a Justiça coze em temperaturas extremas e sem dignidade.

23 de junho de 2026 – DRE