O Conselho dos Oficiais de Justiça não é um detalhe perdido na máquina judiciária. É um espaço onde a experiência real dos tribunais encontra a responsabilidade de decidir sobre avaliação, mérito, inspeção e disciplina. Num sistema marcado pela falta de Oficiais de Justiça e por um desgaste que se acumula há anos, o COJ garante que a carreira não é governada a partir de gabinetes distantes da realidade.
A eleição dos seus vogais reforça essa legitimidade. Quem assegura diariamente a execução das decisões judiciais conhece melhor do que ninguém o impacto das regras que orientam o trabalho, e ignorar essa voz é escolher uma gestão desligada do terreno e, inevitavelmente, mais injusta.
O COJ não existe para travar mudanças, mas sim para evitar decisões apressadas, tecnocráticas e sem ligação ao quotidiano dos tribunais. Defender o Conselho dos Oficiais de Justiça é defender uma justiça mais responsável e um serviço público mais digno. Enfraquecê-lo empobrece a democracia interna e fragiliza o sistema de que todos dependem.



