O Ministério da Justiça continua a anunciar o reforço e a valorização da carreira de Oficial de Justiça. O SFJ gostaria de festejar, mas a comunicação não pode substituir a realidade. O acordo sobre ingressos, promoções e chefias foi assinado a 13 de abril e, quatro meses depois, o diploma que lhe devia dar execução continua por publicar. O anterior já previa promoções até 30 de junho. Nada aconteceu. A distância entre aquilo que se anuncia e aquilo que se concretiza tornou-se estrutural. Não é por estarmos em época estival que os direitos entram de férias. A 1 de setembro regressam processos, prazos e exigências, mas os serviços continuam à míngua: sem ingressos, sem promoções, sem chefias, sem correções, sem mapas de pessoal e sem execução dos compromissos assumidos. Os inquéritos acumulam-se e os seus efeitos já chegaram aos ecrãs de televisão. Anunciar não é cumprir. Fotografias não são resultados. O SFJ mantém a mesma posição desde o primeiro dia: cumprir o acordado, corrigir o que está errado e respeitar quem garante, diariamente, o funcionamento de um órgão de soberania. A Justiça só será justa quando também o for para quem nela trabalha.



