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Diálogo não é submissão – Correio da Justiça – CMJornal

Mais de 300 oficiais de justiça reuniram-se em Lisboa, num plenário de unidade e vontade de agir. A mensagem foi inequívoca: o SFJ não abdica de nenhuma matéria, não aceita omissões nem confunde diálogo com submissão. Temos apresentado contributos e soluções. Ao Governo cabe agora responder. Os tribunais retomam a atividade com menos trabalhadores do que precisam. A idade média ultrapassa os 50 anos e, em muitos, aproxima-se dos 57 ou 58. As aposentações sucedem-se, quase não entram novos oficiais e há secções reduzidas a uma única pessoa. Isto sobrecarrega quem fica e atrasa a resposta aos cidadãos. Na reunião de 31 de agosto, esperávamos calendário e respostas. Não tivemos nem uma coisa nem outra. A revisão começou em janeiro de 2025: quase dois anos de discussão, depois de 18 anos de atraso, e muito por resolver. No plenário foram propostas vigílias à hora de almoço, um cordão humano de Norte a Sul e uma greve de três dias. As propostas seguirão para a Direção Nacional do SFJ. Há nova reunião a 21 de setembro. Continuamos disponíveis para negociar, mas disponibilidade não é resignação. E diálogo não é submissão.

 

MAIS DE 300 OFICIAIS DE JUSTIÇA PARTICIPARAM NO PLENÁRIO DO SFJ

Mais de 300 oficiais de justiça reuniram-se hoje no plenário promovido pelo SFJ, no Campus de Justiça, em Lisboa, demonstrando união, participação e vontade de intervir.

A Direcção do SFJ apresentou o ponto de situação das negociações com o Governo: os avanços alcançados, os obstáculos encontrados e as matérias que continuam sem resposta.

Num debate aberto, dirigentes sindicais e trabalhadores esclareceram dúvidas, manifestaram preocupações e apresentaram contributos sobre o caminho a seguir.

Perante a demora do processo negocial, foram propostas novas formas de luta: continuação dos plenários, vigílias à hora de almoço, realização de um cordão humano de Norte a Sul do país e uma greve de três dias.

Por se tratar de um plenário regional, estas propostas não constituem ainda uma decisão nacional. Serão sistematizadas e analisadas na reunião da Direcção Nacional do SFJ, nos dias 17 e 18 de Setembro, com a participação de todas as regiões.

O SFJ agradece a presença e a participação de todos. O plenário deixou uma mensagem inequívoca: os oficiais de justiça estão informados, unidos e mobilizados.

Continuamos disponíveis para negociar. Mas exigimos respostas concretas, um calendário sério e resultados.

31 de agosto de 2026 – DRE