No trabalho, na família ou na vida sindical, comunicar com clareza ajuda a acompanhar processos, mas comunicar só funciona se quem recebe parar um instante para ler. Ao longo do tempo acumulam-se notas, relatórios, esclarecimentos, artigos, notícias, vídeos e a presença constante nos locais de trabalho. O conteúdo existe, mas nem sempre é consultado. Entre a rapidez das redes e a circulação de comentários informais, perdem-se detalhes e criam-se certezas apressadas.
Instala-se a ideia de que falta comunicação, quando o que faltou foi consulta da informação.
E informar não garante o resultado esperado, porque esse resultado não depende só de quem escreve. Na Justiça, isto pesa ainda mais. Divulgar um processo não significa que esteja concluído; há negociações e decisões que dependem de várias entidades. Consultar as fontes fidedignas ajuda a separar o que está decidido do que permanece em discussão. Discordar faz parte, mas com leitura atenta discutimos com verdade. Temos o dever de comunicar com transparência; cabe a cada um de nós a responsabilidade de procurar saber.
