A direção do SFJ cumpre um ano de mandato. Há um ano, o Governo garantia que a revisão do Estatuto dos Funcionários Judiciais estaria concluída até ao final de 2025. Estamos em férias judiciais de 2026, já em agosto, e continuam por resolver reposicionamentos remuneratórios, avaliações, progressões congeladas, escalões desvirtuados na nova tabela — e todo o resto que ficou por fazer. O único avanço concreto foi o diploma sobre ingressos, promoções e chefias, aprovado na via legislativa, mas ainda dependente de portarias e de procedimentos concursais. A Justiça anda assim: devagar, devagarinho. Até um atrelado apreendido numa investigação circulou mais depressa do que o Estatuto, e ninguém deu por isso. O Governo conseguiu ainda criar problemas novos, como o dos eventuais e o do atraso nos pagamentos em falta aos provisórios, caso que o SFJ ganhou em tribunal e para o qual teve agora de voltar, para dirimir mais um problema criado. E vai levar mais de um ano, ou mais, a cumprir a decisão constitucional que ordena reconstruir situações declaradas inconstitucionais. Dialogar tem limites. Sem avanços, não é negociação — é adiamento.
